125 ANOS DA CONGREGAÇÃO DAS MISSIONÁRIAS DO SANTÍSSIMO SACRAMENTO E MARIA IMACULADA

ENTOEMOS AO SENHOR, AÇÃO DE GRAÇAS

PELOS 125 ANOS DA CONGREGAÇÃO DAS MISSIONÁRIAS DO SANTÍSSIMO SACRAMENTO E MARIA IMACULADA

Missionária, discípula de Jesus Cristo, é minha identidade.

Venho com grande alegria, expressar minha gratidão a esse mesmo Deus, por ser membro vivo das Missionárias do Santíssimo Sacramento e Maria Imaculada.

Tenho muitos motivos e razões para chegar aos pés de Jesus, no Mistério da Eucaristia, para louvar e agradecer-lhe por estes Cento e Cinquenta Anos jubilosos de nossa existência. Na Igreja, nos quatro Continente: Europa, Américas, África e Ásia, nos diversos campos de missão em que Ele nos enviou, a partir daquele 25 de março de 1896. Dia, em que Maria Emília Riquelme y Zayas, depois de colocar-se inúmeras e inúmeras vezes, diante de Jesus, Pão Vivo descido do Céu, razão maior do seu viver, em atitude de fé e humildade, e, de ouvir os sinais dos tempos como resposta, às suas inúmeras perguntas e inquietações interiores, em companhia de mais seis jovens, fez a sua entrega incondicional através dos Conselhos Evangélicos de pobreza, castidade e obediência!

Seu Laudato Si, jamais teve retorno; esteve sempre presente, mesmo nas horas de lutas, de insegurança, até mesmo de medo diante de tantas provações, e por que não, de perseguição, por inimigos que queriam vê-la, assim como a sua obra arruinadas!

Movida pelo Espírito Santo e apoiada por suas irmãs e filhas, impulsionou e alavancou toda a sua vida e obra, na Igreja e para a Igreja, com determinação, audácia, coragem e fé! Sempre na intimidade com Jesus Eucaristia, no discipulado fiel junta a Maria Imaculada, a quem, segundo ela, nunca negou nada!

Sua consagração começou no dia do seu batismo e foi confirmada na mais radical entrega, para que Jesus fosse conhecido, adorado e amado por todos os povos da terra, sobretudo, aqueles que vivem em situação sub-humana e, em “lugares onde ninguém quisesse estar”. Pois tinha uma consciência aguçada na compreensão do seu sacerdócio unido ao de Cristo; não como uma coisa bonita, de adorno, senão, através do sacrifício de sua própria vida, como holocausto sobre o altar.

Ela compreendia que ser Eucaristia, com Cristo, em Cristo e por Cristo supunha ser oferecida diariamente, como o seu Mestre e Senhor. Para ela, não bastava participar do seu sacerdócio, sobretudo, sendo oferenda de agradável perfume, ao Pai por todos, com todos e para todos, mas sim, na entrega de si mesma que se visibilizava o único mandamento do amor do Pai, em Jesus Cristo, pela humanidade: “Só ama quem se entrega, quem dá a própria vida pelos demais”. E, Maria Emília, desde sua tenra idade começou a compreender o que significa ser Eucaristia na vida.

Na sua entranhável paixão pelo Amado, viveu a contemplação do amor, numa atitude de “entrega voluntária e alegre” ao serviço do Reino de Deus, para a salvação de todos. O amor, portanto, era a tônica de sua vida, de suas atitudes diárias, mesmo nos momentos em que as contínuas surpresas da dor e do sofrimento batiam à sua porta. Maria Emília viveu, de fato, eucaristicamente!

Em alguns momentos ela mesma chegou a expressar:

“Amamos a Jesus Sacramentado vítima de amor”.

“A pessoa abismada neste Sacramento de amor, está disposta a todo sacrifício”.

“É certo que o meu Jesus me deixa por alguns momentos ou dia sozinha, sofro sem comparação, é um extremo. Porém passa porque Ele quer essa pena, susto, terror ou tudo junto e fico tranquilíssima… compreendo o grandíssimo sofrimento que é querer amar a Deus e crer que não o ama…”

“Com meu Deus na alma, tudo é para mim doçura e paz.”

“Em um livrinho encontrei uma canção celestial, O cantar só dizia: amar, amar, sempre amar.

Perguntei-lhe ao meus Jesus se lhe agradava o cantar. Oh, filha! – responde no momento- Se o repetes mil vezes, Cada vez eu gosto mais”.

Sua espiritualidade encarnada era a grande motivação para suas filhas e irmãs de como fazer do Evangelho, um livro de vida: “Deus lhe guarda sob a sua sombra, Ele está a sua direita […]Ele guarda a sua vida. Guarda as suas entradas e saídas, desde agora e para sempre”.

No marco do Jubileu, 125 anos de existência do nosso Carisma e espiritualidade Eucarística, Mariana e Missionária, temos muito o que agradecer: Agradecer pelas inúmeras Irmãs que deixaram suas vidas registradas no Livro da Vida, pelo exemplo de fidelidade, de inteira oferenda nas mãos do Pai e de dedicação incansável na missão que lhes foi confiada (algumas, oferecendo-se a si mesmas, pela Congregação e pela salvação de pessoas concretas, como hóstias vivas); Agradecemos, as primeiras missionárias que, deixando tudo, inclusive suas famílias e sua Pátria para a missão além mar, enfrentando as dificuldades inerentes da época (língua, costumes, forma própria de viver a fé, clima, alimentação e muito mais), para ser Eucaristias vivas nesses novos areópagos de missão; Agradecer a Deus, mais uma vez pela vida de Maria Emília.

Sua oferenda de suave perfume que subiu e sobe até o Céu, e como oferenda da tarde. Inegavelmente, os fatos falam por si, por isso, como Maria, cantou o Magnificat, unindo o seu Sim ao Sim de Maria num gesto de louvor e gratidão a Deus. Hoje, também, entoamos o nosso canto de louvor e gratidão pela extraordinária graça recebida, de vê-la reconhecida e proclamada pela Igreja, na pessoa do Papa Francisco, como Beata! Entoemos ação de graças, cantemos um canto novo de louvor, ao Deus Yhweh, ao Deus Amor, com muta alegria e gratidão.

Hoje, nós, suas filhas e irmãs, continuamos sendo este “Montãozinho de nada”, presentes nos quatro Continentes do mundo: Europa, Américas, África e Ásia. Impulsionadas pelo mesmo Espírito, somos chamadas a viver agradecidas, a tornar fecundo este legado que nossa querida Beata Maria Emília nos deixou, perpetuando o Amor maior. Este Jesus que se dá como comida e bebida para saciar a inúmeras fomes e sedes que o nosso povo tem: fome de justiça, de dignidade, de paz, de saúde, de educação, de um salário digno, de moradia… e, sobretudo, de fé e de amor! E, ao mesmo tempo, sendo eucaristias viventes para todos!

Vivemos em um mundo profundamente marcado pelo desamor, pelo ódio, vingança, usura, inveja, competição, ganância de poder e de fama, de intolerância a todos os níveis, de epidemias e mortes em massa. […] É tamanho o desnível social, econômico, educacional, e até mesmo espiritual. São muitas as mentiras, as confusões em nome da religião e da verdade; são muitas as ofertas e promessas enganosas; as fraudes dilaceram nosso País, de forma vergonhosa. E o povo, ao “Deus dará”, subjugado aos poderes políticos e econômicos. A fome tem um rosto muito negativo e desolador!

Quando Jesus, na companhia dos seus Discípulos, viu aquela imensa multidão, desorientada como “ovelhas sem pastor”, teve pena e compaixão. Ele, pegando o pão, o transformou em Pão de vida, Pão do Céu que veio para dar vida a todos! Não quis fazer sozinho: chamou os seus discípulos e pediu que eles mesmos a alimentasse.

Hoje, somos nós: leigos comprometidos, religiosos e sacerdotes, chamados a fazer o que Jesus fez. E nós, Missionárias do Santíssimo Sacramento e Maria Imaculada, seguindo as pegadas do Mestre e o exemplo da Beata Maria Emília e de todas as nossas Irmãs que nos precederam, não podemos ficar acomodadas, como bem nos exorta o Papa Francisco:

Espero ainda de vós o mesmo que peço a todos os membros da Igreja: sair de si mesmo para ir às periferias existenciais. «Ide pelo mundo inteiro» foi a última palavra que Jesus dirigiu aos seus e que continua hoje a dirigir a todos nós (cf. Mc 16, 15). A humanidade inteira aguarda: pessoas que perderam toda a esperança, famílias em dificuldade, crianças abandonadas, jovens a quem está vedado qualquer futuro, doentes e idosos abandonados, ricos saciados de bens, mas com o vazio no coração, homens e mulheres à procura do sentido da vida, sedentos do divino […]

Não vos fecheis em vós mesmos, não vos deixeis asfixiar por pequenas brigas de casa, não fiqueis prisioneiros dos vossos problemas. Estes resolver-se-ão se sairdes para ajudar os outros a resolverem os seus problemas, anunciando-lhes a Boa Nova. Encontrareis a vida dando a vida, a esperança dando esperança, o amor amando.

De vós espero gestos concretos de acolhimento dos refugiados, de solidariedade com os pobres, de criatividade na catequese, no anúncio do Evangelho, na iniciação à vida de oração. Consequentemente almejo a racionalização das estruturas, a reutilização das grandes casas em favor de obras mais cônsonas às exigências atuais da evangelização e da caridade, a adaptação das obras às novas necessidades.

Esse é o grande apelo de Deus para nós, nestes 125 anos! Só temos que agradecê-lo por tantas graças recebidas!

A Maria Emília, como todas as Missionárias, a nossa gratidão por esta frágil barquinha içada, singrando mar adentro, mesmo com algumas ondas revoltas. Portanto, são 125 anos navegando em águas profundas, passando por todos os portos, descendo e subindo (zona rural, vilarejos, cidades…), chegando às realidades humanas, plurissociais, na convicção de que Jesus está ali presente; e, para aqueles que ainda não ouviram falar ou não tiveram a oportunidade de conhecê-lo de forma mais profunda, somos chamadas a ser mensageiras dessa Boa Notícia. De uma coisa temos certeza: Espírito Santo de Deus está aí presente e atuante, qual grande farol lançando os seus raios em todas as direções, indicando-nos o Porto seguro!

Fomos batizadas por Maria Emília, “Missionárias do não ser”! Isto não significa anulação ou perda de identidade, senão, perder nosso pobre nada, em Deus, que sempre foi nosso tudo!

Entoemos, ao Senhor, ação de graças, porque em nós, fez maravilhas! Santo é o seu nome!

Zilmar Moreira Bonfim

Jubileu Missami

Jubileu MISSAMI

“ … A SEMENTE CAIU EM TERRA BOA E DEU FRUTOS” ( Mc 4, 8)

 

Há 125 anos nascia a Congregação das Missionárias do Santíssimo Sacramento e Maria Imaculada (MISSAMI).  A pequena semente plantada no coração da Beata Maria Emília, pela ação do Doador de todos os dons, cresceu, espalhou-se e deu frutos. Nesta caminhada de serviço dedicado à evangelização, cuidado e proteção da vida em todas as suas expressões, queremos louvar e agradecer a Deus por esta Congregação,  que conta com a proximidade e  comunhão de toda a Família MISSAMI: Religiosas, Missionários (as) Eucarísticos (as) Leigos (as), colaboradores (as): estudantes, familiares, amigos, benfeitores, que acompanham, assessoram , cooperam  nesta bonita, exigente  e desafiadora missão que o Senhor nos confiou.

A celebração deste jubileu é um convite a vivermos a alegria da disponibilidade missionária, no serviço generoso e alegre, sendo dóceis à ação do Espírito Santo de Deus, que tudo harmoniza, reorganiza, inspira,  renova  a nossa forma de ser e atuar no mundo, pois o Carisma que herdamos da Beata Maria Emíla,”não é apenas uma tarefa a realizar, mas antes de tudo, uma forma de sentir o nosso Deus e de nos sentirmos diante dele”. (Cristo Rey)

A nossa Fundadora confiou sua vida e a vida da Congregação à Virgem Imaculada, entregando-se  com filial abandono.  Unamos  nossa voz à de Maria Emília e digamos: “ Nunca neguei nada à Santíssima Virgem, para Ela alma, vida e coração”. Que Maria, a primeira discípula missionária, nos acompanhe em nosso peregrinar para vivermos com autenticidade e entusiasmo o  jubileu dos 125 anos de presença MISSAMI no mundo.

Ir. Queila Teles (MISSAMI)

 

 

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